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Mais de 20 mil pessoas estão desalojadas ou desabrigadas na Bahia

O governo do estado anunciou um plano emergencial para socorrer a população. Mas a ajuda também chega de todas as partes do país, por meio de doações.

Foi uma segunda-feira de tristeza para os moradores de Apuarema, no sul da Bahia, onde duas barragens se romperam no fim de semana. Muitas famílias passaram o dia contando o que perderam.

“Máquina, tanquinho, geladeira, cama, guarda-roupa. Começar do zero”, conta a dona de casa Regina Barbosa.

O pacote de medidas foi enviado em regime de urgência para a Assembleia Legislativa. Uma das principais medidas é a reconstrução ou recuperação de casas destruídas pelas chuvas. Em parceria com as prefeituras, o governo do estado vai fazer um levantamento dessas resssidências em todos os municípios atingidos. A prioridade será para as famílias de baixa renda. As casas novas serão construídas em áreas altas, onde não haja risco de inundação.

"Estamos estimando que, de casas, nós vamos precisar cerca de R$ 30 milhões para construir novas casas, e talvez uns 10 milhões ou mais 20 para reformar", diz o governador da Bahia, Rui Costa.

Outra medida é um socorro financeiro de R$ 20 milhões aos comerciantes que tiveram prejuízos com as enchentes. A enxurrada invadiu o bar do Amadeu, que ainda não teve tempo de contar os prejuízos.

"Freezer, geladeira, máquina de assar frango e meu carro encheu de água. As coisas que estavam nas prateleiras, na parte baixa, foi tudo embora", enumera.

Em Itamaraju está um dos centros de armazenamento e de distribuição de doações que chegam de todo o Brasil. Uma carreta levou 20 toneladas de alimentos doados pela campanha Natal sem Fome.

Roupas, alimentos, água, remédios: tudo que chega é separado em fardos para ser levado de helicópteros até as localidades isoladas. No centro de triagem, uma sala virou uma espécie de loja de roupas. É só chegar e retirar o que precisa. A dona Maria saiu com a sacola cheia.

“Estava precisando muito de cesta básica, roupa, forro de cama. Mas, graças a Deus, consegui”, afirma.

Grande parte do trabalho no centro de doações é feito por voluntários. “Somos um grupo de amigos que, diante de todo caos e de nossos irmãos isolados nos distritos, vimos que aqui, dentro da cidade, conseguimos controlar com doações. Apesar de todo o caos, as igrejas, as pessoas, foram muitas solidárias. Elas deram um show de solidariadade”, diz a voluntária Marcela Sousa.

 

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